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O Fim dos Alinhamentos de DnD

As tendências ou alinhamentos de DnD foram sempre vacas sagradas de cada edição. Mas na 5ª edição, eles estão desaparecendo. Venha saber um pouco mais nesse artigo.

Alinhamentos de DnD

No longíquo ano de 2016, fiz nesse blog uma análise criteriosa onde falo de cada característica de Dungeons and Dragons nas edições passadas e o que mudou na 5ª edição. Foi a série Debatendo D&D que você pode conferir nesse link. E um dos artigos, Alinhamentos e Antecedentes: Antes e Depois e Como Discernir, falamos sobre os alinhamentos ou tendências. Pensávamos em um modelo. E como ele mudou.

Alinhamentos de DnD
Tabela de alinhamentos do Debatendo D&D

Nos últimos desdobramentos referentes às regras, adequação da franquia para um novo público, mais consciente e mais moderno, vimos nas redes sociais o debate sobre alinhamentos de DnD que gerou muita briga entre progessistas e conservadores. Até onde o “politicamente correto” deve interferir na literatura, e nesse caso, no RPG?

A questão básica é: se cada raça nos mundos de DnD podem escolher que lado ficar, com base em premissas como inteligência e livre arbítrio, por que ainda dizemos que uma raça inteira, feita de indivíduos dos mais variados ideologicamente, é boa ou má?

É possível, em um cenário tão plural, existir um Dragão Vermelho bom, ou um Anjo Mal? Esse debate trouxe a perspectiva dos desenvolvedores da nova edição de Dungeons and Dragons repensarem suas óticas de como desenvolver um RPG que não seja tão preto e branco como ele era.

E com isso, nas atualizações do sistema que a Wizards sempre lança, em primeiro com O Guia Xanathar para todas as coisas (que será lançado em português ainda em 2021) e agora por último O Caldeirão de Tudo da Tasha (sem previsão para lançamento). E nesse último, trouxe o debate sobre alinhamentos.

Alinhamentos são importantes?

A resposta é simples. Nas outras edições, os alinhamentos, Bom-Neutro-Mau e Ordem-Neutro-Caos, eram essenciais para a mecânica. Nas 2ª e 3ª edições eram delimitantes, e até tinham mecânicas próprias para uso. Já na 4ª começou a cair em desuso, praticamente sendo somente uma mecânica de narrativa.

E na 5ª edição? Explicamos no artigo que, mecanicamente, você ter um determinado alinhamento não influencia em quase nada. A única coisa mecânica no sistema é o quanto um item mágico inteligente pode se ligar à você por ter alinhamentos compatíveis. E só.

Nem nas magias que tem no nome “bom e mau” existe alguma mecânica de alinhamento, como no exemplo da magia Detectar o Bem e o Mal que não mais detecta alinhamentos e sim aberrações, celestiais, fadas, diabos ou mortos-vivos.

Então era uma questão de tempo que a Wizards começasse a tirar essa “vaca sagrada” da nova edição de DnD…

O que aconteceu em Candlekeep Mysteries?

Lançado agora no último dia 16 (março de 2021), alguns blogs gringos, como o BoLS, já estão falando sobre uma mudança nas estatísticas dos monstros: não tem mais o campo de alinhamento!

Essa ode já tinha sido cantada no Tasha, e agora virou lei! O que é coerente até mesmo com as aventuras presentes no Candlekeep, já que o foco delas é mais investigação, roleplay e caminhos diferentes do costumeiro “matar-pilhar-destruir“.

E com o anúncio do Van Richten’s Guide to Ravenloft agora em 18 de maio de 2021, é possível que veremos antagonistas e monstros sem alinhamentos. Em um cenário que o bem e o mal andam lado a lado, e atitudes podem ter conotações ambíguas, dependendo do lado que você interpreta, teremos o sepultamento dessa característica.

Foi bom enquanto durou, Alinhamentos. Mas pessoalmente? Não fará falta.

Posso manter o que eu estou acostumado?

Mais uma resposta simples: claro!

A 5ª edição de Dungeons and Dragons está se mostrando bastante modular. Ao contário das outras edições, que regras eram regidas e batidas em pedras, nessa edição tudo está sendo testado previamente, com vários feedbacks enviados para a Wizards, depois de muito tempo, livros de regras atualizando o sistema estão sendo lançados.

Note que o Dungeons and Dragons 5ª edição foi lançado em 2014, e somente em 2017 tivemos o primeiro update das regras. O segundo foi somente no ano passado (2020).

E em todos esses updates, são atualizações que podem ser ignoradas, adicionadas o que se quer, ou jogado tudo para cima feito o que bem quiser do jogo. Lembre-se que os livros de regras de qualquer RPG é um “norte” para jogadores e mestres, mas é o mestre que decide sobre seu jogo. Se ele achar uma regra quebrada, ruim ou não cabe em seu jogo, ele tem todo o direito de tirá-la!

Isso vale para os progressistas, que querem a evolução do jogo conforme políticas de inclusão são feitas no mundo real, ou conservadores, que preferem que tudo permaneça como está e que mexer no “sagrado” não está correto.

E você? O que acha da morte dessa “vaca sagrada” do DnD?

Deixe seu comentário e observações abaixo.

E rolem dados!

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