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7 dicas de como criar uma história de RPG cativante

Conheça dicas para criar uma história de RPG que cative e prenda jogadores em sua mesa.

7 dicas de como criar uma história de RPG cativante

Saudações aventureirxs!

O que vejo muito nas redes sociais são mestres querendo dicas para transformar suas histórias de RPG em algo épico, que serão lembradas pelos jogadores por anos.

São poucos os mestres que nascem com o dom da narrativa bárdica, e muitos se aprimoram com o tempo. Nesse artigo, uso um pouco da minha experiência da arte de mestrar RPG de mesa para transferir esse conhecimento para mestres novatos, ou até veteranos que queiram se aprimorar.

Como criar uma história de RPG?

Criar uma história do nada é um trabalho de pesquisa e inspiração. Se você, como mestre/narrador de RPG, utiliza muito material publicado, como aventuras prontas ou geradores de campanha, boa parte do material de inspiração já está feito. Você pode pular para o próximo tópico.

Uma história de RPG é uma narrativa compartilhada, onde você vai criar uma história junto com seus jogadores. Você, como mestre/narrador, estará como um maestro, ditando o ritmo e colocando os jogadores para tocar a ópera.

Criar uma história cativante parte da premissa de ter inspiração em algo, copiado ou totalmente inédito, e a partir daí “vender” a história para os jogadores.

Claro que o narrador diz o pontapé inicial para o chamado da aventura, pois o desenrolar é criado em conjunto, mas algumas dicas são essenciais para que você tenha controle do que está fazendo, e o jogo não caia no tédio.

história de rpg
Personagens do Tormenta RPG

Escolha um tema/cenário que cative e intrigue de primeira

Se você vai criar um cenário do nada, apresente o básico para os jogadores. Explique um pouco da geografia, da política, e da história do cenário. Não explique muito, deixe que os jogadores tenham interesse de descobrir conforme adentrem no jogo.

Agora, se você vai usar um cenário/aventura pronta, utilize a apresentação dada no livro que você escolheu. Possivelmente ele já terá o pontapé inicial para cativar os jogadores.

Se coloque como um jogador também, e não como o “deus” do cenário

O mestre/narrador é um jogador também, e ele precisa ser crítico no que está sendo criado. Observe se sua história de RPG lhe agrada por uma ótica como você estivesse também jogando.

“Se eu fosse umm dos jogadores, eu gostaria do que estou ouvindo?” é uma pergunta essencial para você ter empatia do que está fazendo. Você deve se fazer essa pergunta antes mesmo de apresentar a história para seus jogadores. Se você não consegue se convencer da sua história como jogador, você acha que convencerá os jogadores a entrar na sua história?

Seja claro sobre o tema e humor

Quando você escolhe um livro em uma biblioteca, você lê a contracapa ou a parte detrás do livro para saber um pouco do que se trata.

Em uma história de RPG, é interessante que os jogadores tenham essa experiência antecipada. Fale com eles sobre o que você quer na mesa: um clima mais sério ou descontraído; qual tipo de aventura será; quais sentimentos poderao estar envolvidos no jogo.

Isso ajuda a criar expectativas para quem se interessar, ou se algum jogador não estiver em sintonia com o que foi proposto, essa é a hora dele falar ou até mesmo dizer que não se interessou e se retirar da mesa.

Simplifique. Tenha foco.

Cenários são complexos por natureza, seja eles já prontos e publicados, ou você criando. É uma obra que pode crescer de forma infinita, bastando apenas que você imagine. Mas cuidado com essa infinidade, para que muita coisa seja apresentada e se perca o foco da história.

Toda boa história começa com uma parte simples que vai ficando complexa. Tenha em mente que você está no controle, e precisa que tudo fique fácil para que os jogadores se sintonizem com sua imaginação. Não se abstraia com coisas que não fazem parte da história, para não causar confusão entre os jogadores.

E seja minimalista nas informações. Os jogadores estão ávidos por informações para imaginar. Alimente-os com o suficiente para que eles não fiquem satisfeitos e queiram mais e mais.

história de rpg

Saiba como vai terminar

Toda história tem começo, meio e fim. Mesmo que sua campanha ou história de RPG não tenha um motivo para terminar, você tem que saber como vai.

Uma boa forma de fazer isso é criar “capítulos”, onde tem uma história concisa com início-meio-fim, mas com ganchos para continuar em um outro capítulo. Muitas aventuras publicadas deixam esses ganchos para um mestre perspicaz trabalhar.

Crie seus próprios ganchos, e imagine o final das suas histórias. Sempre.

E se ela não foi perfeita, deixe-a ir e parta para a próxima história.

Fuja do óbvio!

Clichês são bem vindos sempre, mas não os use-os o tempo todo. Uma boa história de RPG é aquela que foge dos clichês iniciais, mas que pode usar um ou outro no meio da aventura.

Pense em algo que os jogadores não encontrem a resposta logo nas sessões iniciais. Induza os jogadores ao erro de achar que é uma coisa, mas na verdade é outra. Misture pistas verdadeiras com pistas falsas. E deixe que eles descubram se estão errando ou acertando por eles mesmos.

O chamado da aventura!

Essa é a parte mais importante para se criar em uma história de RPG. Quando você pensa no final, que é o mais difícil, depois disso tem que pensar como começa.

O começo pode ser simples, acidental, proposital, ou qualquer desculpa que você dê para se reunir. O que você usar, tente fazer com que seja lógico para que os jogadores também criem as histórias dos personagens deles.

Nessa parte, use o que os jogadores falarem. Tome nota dos seus históricos, e una-os em laços narrativos. Coloque-os como conhecidos, familiares, colegas de trabalho, ou pessoas acidentais, mas faça com que sejam ligados.

Utilize o fator coincidência sempre que precisar para criar um chamado para a aventura.

Imagem de Alemko Coksa por Pixabay

O que é essencial na sua história de RPG?

Essa é a pergunta final. Se você chegou até aqui, respondeu todas as perguntas e preencheu as lacunas, então responda a essa pergunta e sua história de RPG está pronta!

Nesses meus quase 30 anos de RPG eu tento seguir sempre esse “checklist” para criar histórias. Temos erros e acertos, pois o processo criativo de mestrar/narrar é isso, mas espero que esse artigo ajude a você, tanto mestre novato quanto veterano.

Compartilhe suas experiências, dúvidas e expectativas nos comentários.

E rolem dados!

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