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Conto: Um plano descoberto

Ern Blackcape entra correndo, ofegante, na taverna Unicórnio Verde. Com os braços cheios de rolos de pergaminhos, livros empoeirados, e tubos de arquivos. Ele senta na mesa em frente ao seu contratante. Uma espionagem de 1 ano tinha que ter um relatório à altura, principalmente quando o valor da informação seria quinze mil dragões, ou como os aventureiros chamam: quinze mil peças de ouro!

A taverna estava quase deserta, com poucas mesas ocupadas, mas o suficiente para que Ern ativasse seu modo prontidão. Ele não viveu seus quase 50 anos de elfo da lua à toa. E seu histórico de sucessos o precedia. Seu currículo deixava alguns notáveis com inveja, e atraiu o seu contratante.

Este mago pertence a uma guilda de aventureiros do norte. Ele se chama Mammon, e diz ser dos Libertadores de Phandelver. Quando contratou Ern há um ano, pediu sigilo, utilizando de sua insígnia dos Harpistas como garantia. Ern também é um batedor avançado dos Harpistas há poucos anos, e ao mostrar as insígnias, fez como que selassem um voto de confiança. Irmãos Harpistas são leais entre si, mesmo o mundo desconfiando dessa facção.

Na mesa, Ern tenta organizar a papelada, sempre olhando para os lados. Mammon aguarda tranquilamente ele colocar os tubos em ordem. Sua expressão é de serenidade, e o local é perfeito para trocarem informações: afastados dos centros, pouca movimentação de aventureiros e mercenários, reputação duvidosa.

– Mammon, tenho todos os dados! Quase perdi a cabeça na última informação, mas consegui sair. Infelizmente meu grupo pereceu, mas é a vida. Todo aventureiro sabe os perigos da profissão, não? Agora me espanta não levar essa informação para os…

– Por enquanto, não vamos alarmar ninguém – Mammon diz levantando a mão como se pedisse silêncio e atenção ao mesmo tempo – as informações serão passadas o quanto antes. Preciso reportar aos meus iguais pois a ameaça está mais próxima.

– Está certo! Está certo! A história parece ser um pouco longa, e seu grupo entrou com a carroça já andando… Descendo o desfiladeiro, para dizer a verdade.

Ern termina de arrumar as coisas que trouxe, e organiza na frente de Mammon. Circula mais uma vez o ambiente com o olhar, e percebe que os últimos beberrões da taverna estão saindo. Somente possuem uns poucos transeuntes à uma distância segura. A atendente baixinha e robusta da taverna chega com duas canecas de cerveja espumante e um pedaço de torta de búfalo recém preparada. Ern abocanha a iguaria, enquanto beber da sua cerveja. Mammon toma um gole, talvez por educação para acompanhar o espião.

– Existe uma facção na ativa há algumas décadas recolhendo informações sobre artefatos. Não um único artefato, mas vários. Parece até que eles possuem alguns, mas estão em especial procurando… -Ern se abaixa rente a mesa e fala sussurrando – um grupo de artefatos chamados Imaskarcana, que são…

– Eu sei o que são. – Mammon novamente interrompe bruscamente Ern.

– Verdade! Há, como sou distraído. Enfim, a atenção em especial por esses artefatos é que eles remetem a um império antigo, e foram feitos com magia antiga e maligna. Sozinhos eles não são tão notáveis assim, mas juntos são uma arma formidável!

– Não acredito que essa “facção misteriosa” queria reunir esses artefatos apenas por reunir… – Mammon olha para um lado da taverna para ver se alguém estava escutando essa conversa sobre artefatos.

– Não! Realmente não é! – Nesse momento, Ern abre um mapa cheio de anotações, e um pergaminho com dados e símbolos chave para o que estava anotado no mapa – Essa facção está querendo reunir esses artefatos pois eles possuem magia armazenada suficiente para ativar uma espécie de fortaleza voadora. Pelo que pesquisei, essas fortalezas remetem de um período tão antigo quando os artefatos. Foram feitos em épocas similares, mas em locais distintos. A magia remete a antes da magia como conhecemos, o poder da primeira deusa da magia, bruta e neutra. Nesse mapa tem mais ou menos a localização desses artefatos. Roubei de um dos espiões avançados deles! Essa… coisa… matou quase todo mundo do meu grupo, exceto eu. – Ern nesse momento olha para baixo, tentando esconder a emoção do seu contratante. Não é sábio mostrar emoções assim.

– Sinto. Então todo esse material estava com ele? – Mammon passa a mão delicadamente pelo mapa, papeis e livros.

– Sim. Foi um golpe de sorte conseguir esse material. Espero que satisfaça seus aliados. Esse trabalho por fora dos Harpistas me custou muito amigos.

– Claro! Claro! – Mammon começa a recolher os itens um por um, colocando em uma mochila.

Enquanto observa essa ação, Ern termina sua caneca de cerveja. Após o último cole, ele começa a sentir um calor vindo do estômago. Ansiedade ou aquele pedaço de torna estava velho?

– Então, Mammon… Vamos finalizar nosso… nosso…

Nesse momento, Ern começa a tossir desesperadamente! Ele coloca a mão na garganta, e cai no chão. Seus olhos lacrimejam desesperadamente, enquanto parece que sairá uma bola de fogo do seu estômago! Mammon se levanta calmamente da mesa, e vai em direção ao corpo agonizante de Ern.

– Sabe uma coisa que vocês erram muito? Confiam muito em seus olhos. Você e seu grupo matou um dois 5 grandes agentes do meu mestre, mas se ele morreu não merecia estar nessa posição.

O rosto de Mammon começa a derreter, como se fosse um sorvete ao sol. Horrorizado, segurando a garganta e tentando falar invés de tossir, Ern observa o rosto de Mammon virar uma criatura de aspecto esquálido, só olhos e cabeça de pele verde: “Um doppelganger! Um maldito doppelganger!” ele pensa, pois não consegue se mover, e sente sua vida se esvaindo.

Outros rostos chegam até ele: a baixinha da taverna, os clientes afastados, os beberrões que voltaram. Seus rostos estão derretendo também, e ficam assemelhados ao ex-Mammon.

– Foi bom fazer negócios com você. Seu contratante foi mais duro de bater. Você até que foi fácil.

Essas foram as últimas palavras que Ern ouviu. Um currículo invejável. Pena que ele não teve sorte na última contratação.


 

By #FFenrirX

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